terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

De Pai para filho...


Este é um poema especial e incontornável voem os anos ou as décadas, não resisti peço desculpa por isso!

Dedico-o a todos os Pais da minha sala que amam.... e ao meu Pai, que é para mim especial, único e o meu orgulho pela sua força, integridade e firmeza!

Ontem ao falar com um Pai cheio de urgência, ansiedade, palavras doces e um sorriso escondido cheio de saudade, do seu mais que tudo, decidi que este poema faz todo o sentido quando se ama, se quer bem, se mima demais, se dá como nunca se deu e se chora só de o lembrar!

Nada é demais quando se é PAI, MÃE ou FILHO/A!!!
O amor é terno, verdadeiro e o maior, acredito eu, que alguma vez um SER HUMANO pode ter!!!

Obrigada...por me fazer reflectir assim! CRESCER EM MOVIMENTO ... em família!


Estas são as palavras do Pai...

(...) Vera aqui vai o poema que eu gostaria de ter escrito ao meu filho, tivesse arte e engenho (à semelhança do meu xará o Camões).

O autor Rudyard Kypling é o mesmo que escreveu o “Livro da Selva” (do Mogli e do Balu), (...)


Se és capaz de te manter lúcido, quando,
todo mundo ao redor já perdeu a calma e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.


Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.


Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.


Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.


Se és capaz de arriscar numa única vez
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!

3 comentários:

Odete disse...

linnnnnnndo:)

Neusa disse...

Obrigada Vera por partilhares este momento connosco.. que nos faz crescer um pouco mais, sentir ainda mais felizes por sermos pais, pensar que somos muitos a Amar os nossos filho de forma tão incondicional ... E isso é tão bom!

Obrigada ao Pai que o fez, simplesmente por ter tido vontade de o fazer.
Bjs

Xana disse...

Não resisti a escrever qualquer coisa.
Este poema é simplesmente lindo. Na semana passada cruzei-me com uma versão ilustrada lindíssima.
Podem ser aqui o livro: http://www.jn.pt/blogs/babel/archive/2010/12/17/vers-227-o-ilustrada-de-um-livro-intemporal.aspx1111
Vou acabar por o comprar pois é um texto demasiado fantástico para não se ter.

Obrigada pela partilha Vera.